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Queda das importações, sinal de alerta

Klaus Kleber O que mais chama a atenção nos resultados da balança comercial no primeiro trimestre deste ano é o comportamento das importações, que foram de US$ 42,138 bilhões, apresentando […]

08/04/19

Klaus Kleber

O que mais chama a atenção nos resultados da balança comercial no primeiro trimestre deste ano é o comportamento das importações, que foram de US$ 42,138 bilhões, apresentando uma queda de 0,7% com relação ao mesmo período de 2018 (US$ 42,422 bilhões). Este é um mais um sinal da paradeira da economia no começo deste ano. Convém lembrar que, no 1º. trimestre de 2018, as compras no exterior aumentaram 17,7%. Em 2017, o avanço foi também significativo (12%) no período considerado, sempre em confronto com os primeiros três meses do ano anterior.

Essa recuperação se seguiu ao período mais dramático da crise econômica, quando as importações desabaram. Tomando o período janeiro-março, em as importações tiveram uma redução de -0,6% em 2014, seguido de fortes recuos em 2015 (-13,2%) e 2016 (-33,4%).     

Ainda bem que, em março deste ano, em comparação com mesmo mês de 2018, as importações tenham tido uma certa reação, com um aumento de 5,1%, impulsionadas por importações de bens de capital (+13%), bens intermediários (+ 5,8%) e bens de consumo (+1,6%). Em sentido contrário, caíram -0,5% as importações de combustível e lubrificantes. Esse último item, por sinal, apresenta altos e baixos. Tem às vezes variações positivas de dois dígitos em um mês, para cair também dois dígitos em outros.

O crescimento da importação bens de capital em março não é tão animador como se pensaria. Verifica-se que, na listagem divulgada, que esse item inclui  — ao lado de máquinas elétricas e eletrônicas e equipamentos mecânicos e robôs — automóveis a diesel, veículos para transporte de mais de dez pessoas, aviões turbojato e outros bens. Pode ser que o Brasil seja um dos países mais fechados do mundo em matéria de comércio exterior, mas tudo parece indicar que as indústrias instaladas no País estão investindo pouco na atualização e ampliação de suas fábricas.


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