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O que é bom para o rei sueco serve para nossa carreira?

Leonardo Trevisan O rei da Suécia, no começo deste mês, visitou o Brasil. Entre muitos compromissos, Carlos XVI Gustavo fez questão de encontrar com startups desenvolvidas por suecos que atuam […]

por Leonardo Trevisan
22/04/17

Leonardo Trevisan
O rei da Suécia, no começo deste mês, visitou o Brasil. Entre muitos compromissos, Carlos XVI Gustavo fez questão de encontrar com startups desenvolvidas por suecos que atuam aqui. O rei não dispensou, óbvio, falar com empresas suecas tradicionais instaladas no Brasil. Mas, cuidou bem de suas startups. Por que?

Entender este interesse específico do rei em startups exige saber que nas economias ricas, cerca de 40% dos novos investimentos privados são destinados a este modelo.

As startups avançaram também no Brasil. Grandes empresas já perceberam o potencial desse modelo. E que é muito lucrativo conviver com ele. Essa inovação atingirá também qualquer carreira.

Diferentes setores da economia brasileira já aderiram à lógica das startups. Os bancos saíram na frente. Em março, o Bradesco anunciou investimentos significativos em parceria com 2 startups de TI, uma de computação cognitiva, outra, uma espécie de “Uber de caminhões”. O Itaú, desde o ano passado, faz os seus “hackthons”, seguidos leilões de disputa de parceria com o banco, para desenvolvimento de softwares.

As montadoras fazem o mesmo. No ano passado, a Ford, fez parceria com o app que conecta smartphones com o carro. O agronegócio foi na mesma linha. Repetem-se, desde 2015, os “AgTech”, a disputa por investimento “anjo” em tecnologias que automatizam produção agropecuária.

É claro que o futuro das carreiras no Brasil não está só nas startups. Basta visitar qualquer escola que forma técnicos industriais para ver que tem uma classe de mecatrônica para pelo menos 4 de “manutenção industrial”. Motivo: máquinas industriais no Brasil têm idade média de 17 anos (dado de 2014 da Abimaq) enquanto na Alemanha é de 5 e nos EUA de 7 anos (dados da Gardner Business Media). Essa realidade não é muito diferente na prestação de serviços.

Portanto, hoje, convivem no País dois tipos de desenvolvimento de carreira. Um na empresa tradicional, mais protegido legalmente com maior oferta de emprego. Outro é o da lógica da startup, mais promissor e mais arriscado. A escolha é de cada um, ressalvado o fato de que se deve saber exatamente o que se está escolhendo. Sem deixar de notar a opção que fez, por exemplo, o rei da Suécia.

(abril 2017)


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