X

O complicado mercado brasileiro de games

Vicente Martin Mastrocola (@vincevader) Escrever sobre dados de mercado sempre incute datar algum tipo de conteúdo, mas creio que é válida a observação em torno de algumas características do mercado […]

16/10/12

Vicente Martin Mastrocola (@vincevader)

Escrever sobre dados de mercado sempre incute datar algum tipo de conteúdo, mas creio que é válida a observação em torno de algumas características do mercado brasileiro de games. E este mercado possui características bem peculiares se comparado a outros mercados de destaque no mundo.

Em outubro de 2012, o jornal Folha de São Paulo publicou um estudo* – realizado pelo Ibope juntamente com a consultoria de pesquisa GFK e Acigames – sobre o mercado tupiniquim de games.

A chamada da matéria aponta que “mercado brasileiro de games já é o quarto maior do mundo e deve continuar a crescer”. Outros pontos que merecem destaque desse estudo:

1-) De cada 100 brasileiros, 23 jogam games. Essa porcentagem corresponde a cerca de 46 milhões de pessoas.

2-) Os gamers brasileiros se distribuem em 67% que jogam console, 42% computador ou notebook, 17% smartphone ou tablet e 7% consoles portáteis.

3-) Contrariando a ideia de que game é “coisa de meninos”, 47% do público gamer é composto de mulheres.

4-) O mercado, que em 2011 movimentou R$ 840 milhões crescerá em média 7,1% por ano até 2016 quando atingirá R$ 4 bilhões.

Com tanto potencial aparece uma dúvida: por que o governo não investe na área? Estamos com o terreno pronto para crescer cada vez mais dentro deste mercado e tudo o que vemos são impostos abusivos e burocracia para a entrada de grupos investidores estrangeiros.

Talentos não faltam para potencializar uma indústria criativa desse porte aqui no Brasil. Parece que o que falta é visão para enxergar as inúmeras possibilidades.

O País tem números expressivos para web e mobile, mas parece estar longe o dia em que teremos títulos 100% brasileiros se destacando na praia de consoles.

Eu ainda tenho esperança de ver isso acontecer. Enquanto isso, vamos brigando para produzir nossos jogos com as ferramentas que estão disponíveis.

*O link para consulta desta matéria da Folha se encontra na URL: http://www1.folha.uol.com.br/tec/1165034-mercado-brasileiro-de-games-ja-e-o-quarto-maior-do-mundo-e-deve-continuar-a-crescer.shtml


Todos os direitos reservados, 2018.