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Na Netflix, procure, que você vai encontrar

Tendo 197 milhões de assinantes em todo mundo (com uma média de visualização de duas horas por dia, por domicílio), a Netflix não vê motivos para refrear sua constante busca […]

11/11/18

Tendo 197 milhões de assinantes em todo mundo (com uma média de visualização de duas horas por dia, por domicílio), a Netflix não vê motivos para refrear sua constante busca por audiência e qualidade. Ainda mais que agora está bem claro que a HBO vai entrar com tudo na disputa. Tendo por trás a gigante da telefonia, a AT&T que em junho finalizou a compra da Time Warner, ela pretende passar dos 100 milhões de assinantes atuais – que chegam de forma terceirizada, por intermédio de canais a cabo – para uma base própria, com maior controle sobre o que o assinante assiste. Além disso, segundo um executivo de Hollywood, a oferta de programas originais está prestes a dobrar de tamanho nos próximos anos. E o que não falta à emissora é qualidade. Foi ela que lançou as mais badaladas séries de TV, “Os Sopranos”, “The Wire”, “Boardwalk Empire” e inúmeras outras, sempre recorrendo a excelentes atores e roteiros de alto nível.

Lançamentos recentes

Mas por sorte de quem assina a Netflix, seja pela qualidade, aliada ao preço, o serviço de vídeo on demand não repousa sobre suas vitórias, prêmios e sucessos. Os mais recentes lançamentos incluem duas séries no padrão “série inglesa”. Uma delas é a dramática e ao mesmo tempo divertida “Wanderlust” (2018), com atores como a australiana Toni Collette, famosa desde 1994 pelo seu papel em “O Casamento de Muriel” e que há poucos meses vimos no cinema em “Madame”, sensível filme com Harvey Keitel e a almodovariana Rossy de Palma. Seu parceiro na história é o inglês Steven Mackintosh, cujo currículo inclui inúmeras séries policiais.

Collette e Mackintosh formam um casal que resolve encarar de frente e de forma incomum o natural tédio de um casamento. A série lida de forma adulta (e inglesa, claro) com as dificuldades que eles enfrentam, entre si e no relacionamento com os filhos.

Outra série britânica tem um tema bem diverso, mas extremamente atual, “Segurança em Jogo”, de 2018. Mostra o relacionamento entre um policial promovido ao cargo de segurança da ministra do Interior do Reino Unido Ele é Richard Madden, um dos atores da série “Game of Thrones” e ela Keeley Hawes como a ministra, conhecida por inúmeras outras séries inglesas entre elas a divertida “The Durrells”. Não falta suspense à trama, que lida com a questão do terrorismo e o medo dele decorrente que presta seu serviço aos mais diversos interesses.

Mas é quase covardia selecionar duas das inúmeras atrações da Netflix, que tem preciosidades para cada tipo de gosto. Culinária? Como perder “Sal, Gordura, Acidez, Calor”, ou “Chef’s Table”? Arquitetura? “Grand Designs” com o arquiteto Kevin McCloud acompanhando a construção ou reforma de uma casa desde o início, mostrando soluções incríveis e uma estética inovadora em cada trecho desse caminho. Sem contar “As Casas Mais Extraordinárias do Mundo”.

Na sessão História dessa prática e acessível videoteca que é a Netflix, os títulos são saborosos e o conteúdo na maior parte das vezes, de elevada qualidade. A se conferir o filme lançado esta semana “O Legítimo Rei”, com Chris Pine, sobre um episódio da história da Escócia no século XIV.

Sem contar que há filmes de todo o mundo. Novelões turcos, séries japonesas, espanholas, italianas, brasileiras, colombianas, mexicanas. Na verdade, o lema da Netflix deveria ser: “procure, que você vai encontrar”.


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