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Metagame: o jogo dentro do jogo

Por Vicente Martin Mastrocola (@vincevader) “Batman – Arkham City” foi, sem dúvida nenhuma, um dos grandes lançamentos de 2011. Confesso que meu favorito ainda é “Batman – Arkham Asylum”, mas […]

11/09/12

Por Vicente Martin Mastrocola (@vincevader)

Batman – Arkham City” foi, sem dúvida nenhuma, um dos grandes lançamentos de 2011. Confesso que meu favorito ainda é “Batman – Arkham Asylum”, mas estou extremamente satisfeito com a experiência de jogo que o segundo título da série me proporcionou.

game possui uma série de pontos que merece destaque especial: mecânica de combate excelente (com sequências de combos divertidíssimas), cenários belíssimos (e sombrios), uma seleção primorosa de vilões (ok, isso é fácil quando se trata do Batman), desafios inteligentes e, por último, uma série de mini games dentro da trama principal. Gostaria de me ater a este último ponto para a discussão desse texto.

Em “Batman – Arkham City” o jogador possui uma série de missões secretas escondidas no cenário para completar em paralelo com a missão principal. Alguns exemplos destas missões são: resolver enigmas do Charada espalhados pelo mapa, encontrar os signos místicos do personagem Azrael, salvar prisioneiros políticos, salvar vítimas do vilão Deadshot, destruir galões cheios de veneno, melhorar sua performance ao planar pelo cenário, etc.

O conteúdo extra oferece horas a mais de diversão e uma quantidade maior de troféus (ou achievements) para o jogador exibir. Porém, o que nos chama a atenção é que também oferece a experiência do jogador participar do metagame.

Em alguns livros de roteiros de games há uma série de definições e estudos para definir o termo, mas uma definição bem objetiva do que é metagame está na Wikipedia e me agrada bastante. Lá está descrito que metagame é um termo amplo usado normalmente para definir uma estratégia, ação ou método que transcende um set de regras prescrito usando fatores externos que afetam o game ou vão além dos supostos limites do ambiente proposto pelo game.

No caso de “Batman – Arkham City” além dos mini games que correm em paralelo com a trama principal há ainda um conteúdo extra oferecido pelo jogo que ampliam a experiência: uma divertida ferramenta de busca na web (como o Google) gerenciada pelo mordomo e braço direito do Batman, Alfred Pennyworth. No endereço http://alfredatyourservice.co.uk/ (visitado em 09/07/2012) podemos comtemplar esta ampliação do universo do jogo para fora do jogo.

Já no primeiro jogo da série, o “Batman – Arkham Asylum” (visitado em 09/07/2012), havia uma série de extra challenges e o sitehttp://arkhamcare.com/ que trazia uma experiência transmidiática com o intuito de fazer com que o player ampliasse a experiência de jogo para além de uma tela só.

A maioria dos grandes lançamentos de video games trabalha com a ideia de metagame. As produtoras entenderam que umgame deve proporcionar experiências em diferentes níveis para seus usuários e que elas devem pensar em quem quer somente passar pela trama principal, mas devem dar atenção especial para todos que desejam ter um aprofundamento no universo do jogo. Esse aprofundamento pode vir como mini games dentro do game principal, partidas multiplayer ou desdobramentos transmidiáticos que complementam a experiência do game.

Preste atenção no próximo jogo que você for experimentar. Sem querer pode ser que você já está envolvido na experiência dometagame e nem percebeu.

Referência:

Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Metagaming

Publicado originalmente no idioma inglês em 22/11/2011 no blog Gaming Conceptz

http://gamingconceptz.blogspot.com.br/2011/11/game-inside-game.htm


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