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É só escolher o filme: o festival Varilux está de volta

Bom mesmo é variedade. Para quem gosta de futebol, estamos a poucas horas de mais uma Copa do Mundo. E para quem gosta de cinema, campeões franceses da interpretação, direção […]

10/06/18

Bom mesmo é variedade. Para quem gosta de futebol, estamos a poucas horas de mais uma Copa do Mundo. E para quem gosta de cinema, campeões franceses da interpretação, direção e roteiro entram no campo, em 117 cinemas de 88 cidades: chegou mais uma vez o Festival Varilux, com 21 filmes. A programação pode ser consultada no site do festival e a concentração não se limita ao entorno da avenida Paulista. Está no Centro, Morumbi, Zona Oeste.

É um presente que a França manda, todos os anos, com seu bom cinema, um dos mais importantes itens de exportação do país (cuidado com o Trump: ele pode querer impor tarifas à qualidade. Mesmo porque a única forma de proteger o cinema americano de hoje em dia é restringir o restante do mundo que continuou a privilegiar o bom gosto e deixou Hollywood entregue aos riquíssimos blockbusters, pobres de ideias, de roteiros e sempre dependentes dos bons atores ingleses para dar uma levantadinha no nível de interpretação).

Comédias, dramas, filmes históricos e ótimos atores é a receita do Festival Varilux, todos os anos. As feras estão presentes: Daniel Auteil está em “Orgulho”, filme dirigido pelo ator Yvan Attal. O quase “nosso”, pois mora no Brasil e é casado com uma brasileira, Vincent Cassel, está em “Gaugin – Viagem ao Taiti”. Outro ator que comparece como diretor é Albert Dupontel, com “Nos Vemos no Paraíso”. Dupontel pode ser visto no momento como ator, no Netflix no comovente “Em Equilíbrio”, de 2016, em companhia da bela e talentosa Cécile de France.

O festival foi aberto com um dos grandes filmes da história do cinema, o icônico “Z” de Costa-Gavras, de 1969, vencedor de dois Oscars, e premiado no Bafta naquele ano, assim como em Cannes e outros festivais importantes.

Como o festival vai até o dia 20 de junho, dá tempo de consultar o site na internet, assistir os trailers e escolher algo que seja a sua praia.

A comédia “50 são os novos 30” é muito divertida, tem diálogos inteligentes e a competente direção da também atriz Valerie Lemercier, que interpreta Marie-Francine ( e sua gêmea), uma pesquisadora “alta e um tanto deprimida”, como a definem vários dos outros personagens, que é abandonada pelo marido, perde o emprego e é obrigada a voltar para a casa dos pais, aos 50 anos! Sem conseguir outro emprego, aceita a ideia dos pais e monta uma loja que vende cigarros eletrônicos. Lá ela conhece Manuel, um cozinheiro – claro – português, interpretado pelo ótimo Patrick Timsit, o inesquecível Adrien de “Loucas Noites de Batom” de 1996, e Michou de “A Crise”, em 1992.

Um dos filmes mais recomendados é o de François Ozon, “O Amante Sulo”, um thriller com Jérémie Renier, um dos atores favoritos dos irmãos Dardenne. O notável Vincent Lindon está em “A Aparição”, drama de Xavier Giannoli, no qual um jornalista é chamado ao Vaticano para investigar uma jovem que diz ter sido visitada pela Virgem Maria.

Há dramas históricos, como “Troca de Rainha” ou “O Retorno do Herói”, e até ficção científica, “A Noite Devorou o Mundo”. E um filme sobre a outra paixão francesa, a gastronomia. O documentário “A Busca do Chefe Ducasse”, que acompanha as atividades de Alain Ducasse, um dos mais estrelados do país.

Em paralelo Há a mostra Realidade Virtual, com entrada gratuita, até dia 20, em dois locais. No Teatro Aliança Francesa, na rua General Jardim no Cinearte Petrobras, no Conjunto Nacional.


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