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Com automação, quem será a “próxima vítima”?

O risco ficou mais conhecido. Os setores mais ameaçados de perda de empregos pela inovação digital foram identificados. Perspectivas apocalípticas estão dispensadas. Porem, dados sobre quem serão as “vítimas” da […]

por Leonardo Trevisan
06/08/18

O risco ficou mais conhecido. Os setores mais ameaçados de perda de empregos pela inovação digital foram identificados. Perspectivas apocalípticas estão dispensadas. Porem, dados sobre quem serão as “vítimas” da disrupção tecnológica não são mais segredo.

Artigo da The Economist nominou os 5 setores que foram mais “desestabilizados” pela automação: música, locação de filmes, livros, táxis e varejo de moda. A revista mencionou a “Toy “R”Us”, que foi a falência em agosto, junto a diversos varejistas de moda nos EUA porque não resistiram ao comércio eletrônico. Isso, quando a economia americana cresceu 3%.

A Economist, no entanto, ponderou: os investidores não estão assustados e seguem mantendo ações de empresas convencionais. Com raras exceções, exemplo, montadoras de automóveis ameaçadas por carros elétricos. Mas, ações de bancos e cartões de crédito (ameaçados pelo pagamento digital) ou da rede hoteleira, acossada pelo Airbnb seguem firmes. Ou seja: alguns sabem como lucrar muito, apesar da ameaça digital. O problema é o resto. Este artigo está em: https://www.economist.com/news/business/21729769-business-world-obsessed-digital-disruption-it-has-had-little-impact

Se é assim, quem está com o emprego em risco? No mercado brasileiro, estudo da Accenture Research, divulgado no final de setembro, sobre vagas ameaçadas pelas novas tecnologias revelou: no Brasil, 25% das vagas têm alto risco de serem afetadas até 2020 pela automação. E 48% têm médio risco.

Esta pesquisa mostrou que empregos na indústria, construção, transporte e armazenamento, telecomunicações e remessas físicas são os mais ameaçados. O estudo investigou 720 ocupações e considerou como de alto risco de substituição os empregos em que 75% do tempo trabalhado é usado em tarefas que pedem as mesmas habilidades oferecidas pelas máquinas.

A velocidade dessa substituição pelo digital dependerá do ritmo de investimento de cada empresa em automação. E é inevitável. Também no Brasil.

O texto da Economist deixou lição interessante. Alguns segmentos conseguem preservar lucros e valor de ações convivendo bem com disrupção tecnológica. É melhor prestar atenção nisso ao fazer qualquer projeção de carreira.


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