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A paradeira da paradeira

Klaus Kleber A greve contra a reforma da Previdência, marcada para o próximo dia 15, quarta-feira, se atrair multidões, não será pelo motivo pela qual foi convocada.  Será uma paradeira em […]

13/05/19

Klaus Kleber

A greve contra a reforma da Previdência, marcada para o próximo dia 15, quarta-feira, se atrair multidões, não será pelo motivo pela qual foi convocada.  Será uma paradeira em protesto contra a paradeira, se me desculpem o jogo de palavras.

Aos motivos de protestos juntam-se não só os 13 milhões desempregados, mas a falta de perspectiva de melhora. Saem notícias de que o governo vai liberar o PIS/PASEP, propõe auxílio aos Estados, que poderão voltar a contratar crédito, se se comprometerem com reformas fiscais. Mas é preciso aprovação do Congresso, concentrado em reforma da Previdência.

O governo anuncia um montão de privatizações, mas primeiro é preciso trilhar caminhos burocráticos, inclusive aprovação do Tribunal de Contas da União, que não tem pressa nenhuma. Fala-se também em reativar o Plano de Parceria de Investimentos (PPI), mas nada acontece.

Não só empresários já não tem mais confiança no futuro próximo já se falando que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 pode crescer abaixo de 1%, perdendo de 2017/2018, mas aumenta o número de desalentados, não só aqueles que deixaram de procurar emprego, mas um número de cidadãos das classes médias, que fala em emigrar. Parece que o Brasil já era.

Enquanto isso, o presidente Bolsonaro se diverte com medidas para “satisfazer o seu eleitorado”, como permissão para porte de armas por milhares, se não milhões de pessoas. É como se dissesse: “defenda-se como puder”. E há aí um grupo de pessoas perigosíssimo, formados por filosofia, pedagogia, sociologia, todas, evidentemente, de formação marxistas e, em grande parte, homossexuais.

E os meios de comunicação continuam se divertindo com os embates entre aquele palhaço da Virgínia, um brasileiro que vive fora do País, e que vive dando palpite  infeliz ou atacando militares, que parecem os únicos que não perderam a razão. No resto, só dá reforma da Previdência, que garantirá o futuro do País, esquecendo-se do presente ou, como dizem os economistas, do curto e médio prazo.

Não quero ser profeta da catástrofe, mas, como muitos, tenho a impressão, de que, se não for colocado em prática um plano de emergência, deem-lhe o nome se quiserem, o País vai explodir.


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